Por trás de cada projeto selecionado, há profissionais com diferentes histórias, experiências e olhares sobre a cultura brasileira. Conheça quem fez parte desse processo!
Quando o resultado de um edital é divulgado, o público conhece os projetos escolhidos. O que nem sempre aparece é o caminho percorrido até essa decisão.
No edital Brasilidades & Futuros, cada proposta passou por um processo de leitura, análise e diálogo conduzido por uma comissão formada por profissionais de diferentes áreas da cultura. Curadores, artistas, pesquisadores, produtores e gestores culturais colocaram suas experiências em perspectiva para avaliar projetos que refletem a diversidade da produção artística brasileira.
Vindos de diferentes regiões do país, os integrantes da banca compartilham trajetórias construídas em universidades, museus, festivais, instituições culturais e espaços independentes. São profissionais que acompanham de perto as transformações da arte contemporânea e ajudam, diariamente, a ampliar os espaços de criação, pesquisa e circulação da cultura.
Mais do que reunir especialistas, esta seleção reuniu diferentes maneiras de olhar para a arte. E foi justamente desse encontro de experiências que nasceram as escolhas que deram forma ao resultado do edital.
Artes Visuais
Nas Artes Visuais, a diversidade começa pela própria composição da comissão. Os profissionais que participaram da seleção desenvolvem pesquisas e projetos que atravessam temas como ancestralidade, tecnologia, educação, território, meio ambiente e novas formas de pensar a arte contemporânea.
Keyna Eleison
A curadora Keyna Eleison leva para a banca uma trajetória marcada pelo diálogo entre arte, filosofia e saberes ancestrais. Curadora, escritora, pesquisadora, herdeira Griot e xamã, é mestre em História da Arte, especialista em História e Arquitetura pela PUC-Rio e bacharel em Filosofia pela UFRJ. Foi gerente dos centros culturais do Município do Rio de Janeiro, coordenadora pedagógica da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, diretora artística do MAM Rio e curadora da primeira Bienal da Amazônia. Atualmente é diretora artística e de educação da Bienal da Amazônia e co-curadora At Large da 36ª Bienal de São Paulo, desenvolvendo projetos voltados à curadoria, à educação e à valorização dos saberes ancestrais na arte contemporânea.
Instagram: https://www.instagram.com/keynaeleison
Gabriel Cevallos
Gabriel Cevallos desenvolve projetos que aproximam artes visuais, música, audiovisual e tecnologias emergentes, construindo pontes entre diferentes linguagens e processos criativos. Graduado em Cinema e Produção Audiovisual pela PUCRS, pós-graduado em Práticas Curatoriais e mestre em Artes Visuais pela UFRGS, é idealizador e curador do festival Kino Beat desde 2009. Sua trajetória reúne experiências em curadoria de arte sonora e digital, programação musical, planejamento de eventos, articulação institucional e cooperação internacional. Em 2020 recebeu o Prêmio Açorianos de Artes Plásticas nas categorias Destaque em Curadoria e Ações de Inovação e Difusão.
Instagram: https://www.instagram.com/cevallosss
Lilian Fraiji
Lilian Fraiji conecta arte, ecologia, ciência e os saberes da Amazônia em uma trajetória construída entre o Brasil e o exterior. Curadora, pesquisadora e produtora cultural amazônida, é especialista em Gestão e Políticas Culturais pela Universidade de Barcelona e mestre em Curadoria e Práticas Culturais pela Universidade Ramon Llull, na Espanha. É cofundadora da plataforma internacional LABVERDE, dedicada às relações entre arte, ecologia, ciência e saberes ancestrais. Ao longo da carreira, desenvolveu exposições, festivais e projetos em instituições da América Latina, Europa e Estados Unidos, consolidando pesquisas voltadas às mudanças climáticas, justiça ambiental e ecossistemas vivos.
Instagram: https://www.instagram.com/lilianfraiji
Bernardo Marques-Baptista
Bernardo Marques-Baptista dedica sua pesquisa às relações entre arte e tecnologias contemporâneas. Doutor em História da Arte e mestre em Artes pela UERJ, é bacharel em Produção Cultural pela UFF. Atua como pesquisador, produtor cultural e curador independente, desenvolvendo projetos que dialogam com tecnologias digitais, sociais e ancestrais. É pesquisador associado do Laboratório de Artes e Políticas da Alteridade e do Museu AfroDigital, ambos da UERJ, além de professor substituto no Departamento de Teoria e História da Arte da universidade e pesquisador bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (FAPES).
Instagram: https://www.instagram.com/bmarques.arts
Leonardo Moraes
Leonardo Moraes é artista, educador, pesquisador e curador, com atuação nas interfaces entre cultura, educação, acessibilidade, tecnologias, raça, gênero e territorialidade. Licenciado em Música pelo Conservatório Brasileiro de Música, especialista em Gestão Cultural pela PUC-Rio, mestre e doutor pela UFRJ, é membro fundador do Grupo de Estudos e Pesquisa Etnomusicológica NEGÔ. Atua no Programa Cultura do Sesc Nacional, é diretor de ações educativas da BATEKOO e colaborador do PROEMUS/UNIRIO. Também participou da curadoria de exposições no Museu de Arte do Rio, Museu das Favelas, Sesc Belenzinho e atualmente integra a curadoria da residência artística do projeto UPLOAD, do Petrobras Futuros – Arte e Tecnologia.
Instagram: https://www.instagram.com/leomoraes22
João Paulo Quintella
João Paulo Quintella desenvolve pesquisas voltadas às relações entre arte, espaço e experiência. Curador independente, coordena atualmente o programa cultural da Fundação Suíça Pro Helvetia no Brasil e integra a curadoria do projeto arte_passagem. Mestre em Processos Artísticos Contemporâneos pela UERJ, já atuou em projetos como Permanências e Destruições, Remanso, Céu Aberto e Suposto Sul – Suposto Norte, além de integrar a equipe de pesquisa e curadoria da Casa França-Brasil. Também publica textos sobre arte em veículos especializados como Select, Canal Contemporâneo e Edições Sesc São Paulo.
Instagram: https://www.instagram.com/joaopauloquintella
Vânia Leal
Vânia Leal é pesquisadora e curadora paraense que há décadas contribui para fortalecer a produção artística da região Norte e o pensamento curatorial brasileiro. Mestre em Comunicação, Linguagem e Cultura, vive e trabalha em Belém, onde desenvolve projetos curatoriais, ações formativas e participa de importantes comissões de seleção e júris. Foi curadora educacional do Projeto Arte Pará durante 17 anos, integrou o mapeamento da região Norte para o Rumos Itaú Cultural e realizou curadorias para instituições como Museu Vale, Banco da Amazônia, Centro Cultural São Paulo, Instituto Tomie Ohtake, Instituto Inclusartiz e Bienal das Amazônias.
Instagram: https://www.instagram.com/vanialleal
Artes Cênicas
Se nas artes visuais o olhar é o ponto de partida, nas artes da cena tudo acontece no encontro. É nele que surgem novas narrativas, diferentes formas de ocupar os espaços e outras maneiras de compreender o mundo. A comissão de Artes Cênicas reflete justamente essa multiplicidade de experiências.
Alexandra Dumas
A professora e pesquisadora Alexandra Dumas leva para a banca uma trajetória dedicada às pedagogias e poéticas negras, às culturas populares e às expressões afro-brasileiras. Baiana da cidade de Prado, é doutora em Artes Cênicas e docente do Departamento de Fundamentos do Teatro e do Programa de Pós-graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Sua atuação acadêmica e artística tem como eixo a valorização das culturas afro-brasileiras, das brincadeiras populares e das pedagogias negras, contribuindo para ampliar os debates sobre arte, educação e representatividade na cena contemporânea.
Instagram: https://www.instagram.com/xisdumas
Ana Luisa Lima
Reúne mais de três décadas de atuação entre a produção cultural, a formação acadêmica e a gestão pública, contribuindo para a construção de políticas e projetos voltados ao fortalecimento das artes cênicas. Mestre em Bens Culturais e Projetos Sociais pela FGV, especialista em Teoria Literária pela UFRJ e licenciada e bacharel em Artes Cênicas pela UNIRIO, é professora do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) desde 2004. Ao longo da carreira foi gerente da Rede de Teatros Municipais, subsecretária e secretária municipal de Cultura do Rio de Janeiro, coordenadora da Fábrica de Espetáculos do Theatro Municipal, curadora de projetos nacionais e jurada do Prêmio Shell de Teatro entre 2017 e 2025. Atualmente ocupa a Diretoria de Memória, Pesquisa e Produção de Conteúdos da Funarte.
Cristina Becker
Cristina Becker desenvolve iniciativas ligadas à economia criativa, à cooperação internacional e à formação de lideranças femininas na música e nas artes. Gestora cultural, empreendedora global e curadora, atua há mais de 25 anos nas artes e indústrias criativas. Foi embaixadora da WME e criou o programa ASA, realizado em parceria entre o British Council e o Petrobras Futuros – Arte e Tecnologia, voltado ao desenvolvimento de mulheres na música. Também integrou a equipe de consultores do MicBR, desenvolve projetos de mentoria e consultoria para organizações públicas e privadas e é diretora artística do Festival Atos de Fala e sócia da Toca & Becker MGMT.
Instagram: https://www.instagram.com/cristinabbecker
Fernando Zugno
Fernando Zugno construiu sua trajetória entre a criação artística, a curadoria e a direção de festivais. Há duas décadas atua no Porto Alegre em Cena, do qual foi diretor entre 2016 e 2021. Nos últimos anos ampliou sua atuação para as artes visuais, realizando curadorias em instituições como o MACRS e o Farol Santander. Atualmente é diretor e curador da revista de arte Corpo Futuro e da mostra transdisciplinar MIAC, além de colaborar com diversos festivais e projetos artísticos no Brasil. Em 2020 recebeu o Prêmio Eva Sopher de Destaque Cultural, concedido pela Fundação Theatro São Pedro.
Instagram: https://www.instagram.com/ferzugno
Eduardo Rieche
Eduardo Rieche é dramaturgo, ator, produtor e pesquisador, com uma trajetória que atravessa teatro, literatura e produção cultural. Formado pela Casa das Artes de Laranjeiras (CAL), soma mais de 35 anos de carreira e recebeu importantes reconhecimentos, como o Prêmio Coca-Cola de Melhor Ator e o Prêmio Shell de Melhor Autor. É autor do musical É Samba na Veia, é Candeia, escreveu, ao lado de Gustavo Gasparani, Fafá de Belém, o Musical e foi finalista do Prêmio Jabuti pela biografia Yara Amaral – A Operária do Teatro. Desde 2014 atua como parecerista do Ministério da Cultura na área de Artes Cênicas e também é psicólogo pela UERJ, bacharel em Comunicação Social pela UFRJ e tradutor de festivais de cinema.
Instagram: https://www.instagram.com/eduardorieche
Nayse Lopez
Nayse Lopez é autora, roteirista, curadora de artes e de conteúdo, com trajetória dedicada à criação, pesquisa e programação cultural. Formada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), desenvolve projetos que articulam narrativas, audiovisual, literatura e artes cênicas, atuando na curadoria de festivais, mostras e iniciativas culturais. Sua experiência reúne a produção de conteúdo, a escrita e a mediação entre diferentes linguagens artísticas, contribuindo para a construção de programações voltadas ao diálogo entre arte, cultura e sociedade.
Instagram: https://www.instagram.com/nayselopez
Felipe de Assis
Felipe de Assis é curador, pesquisador, gestor cultural e artista da cena, reconhecido pelo trabalho desenvolvido à frente do Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia (FIAC Bahia) e por sua atuação em iniciativas de circulação e cooperação internacional das artes da cena. Mestre e doutorando em Artes Cênicas pela UFBA, atua na criação, curadoria, formação e internacionalização de projetos culturais. Ao longo de sua trajetória colaborou com iniciativas como Rumos Itaú Cultural, Edital Oi Futuro, MITbr, MEXE (Portugal) e o Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga. Também foi diretor artístico do Petrobras Futuros – Arte e Tecnologia (2023) e diretor executivo da Embaixada Cultural na Casa G20, no Rio de Janeiro (2024).
Instagram: https://www.instagram.com/felipedeassis.art
Música
A música também reúne diferentes maneiras de compreender o Brasil. Da pesquisa acadêmica à produção artística, dos festivais independentes às grandes plataformas culturais, a comissão foi formada por profissionais que acompanham de perto a diversidade de sons, territórios e movimentos que compõem a cena musical brasileira.
Leo Porto
Leo Porto é jornalista, produtor cultural e pesquisador da música brasileira, com atuação voltada à gestão cultural e ao fortalecimento das políticas públicas para a cultura. Atualmente integra a gestão do Hub Cultural Porto Dragão, do Instituto Dragão do Mar, em parceria com a Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), desenvolvendo iniciativas dedicadas à produção, circulação e difusão da música e das artes. Ao longo de sua trajetória, contribui para a articulação entre pesquisa, produção cultural e gestão de projetos voltados à valorização da cultura brasileira.
Instagram: https://www.instagram.com/leoporto_ba
Carlos Albuquerque
Carlos Albuquerque, conhecido como Calbuque, é jornalista, crítico, curador musical, roteirista, radialista, DJ e biólogo marinho. Durante mais de 25 anos atuou no jornal O Globo, passando pelas editorias de Cultura e Ciência como repórter, crítico, redator e editor, além de coordenar as colunas Rio Fanzine e Transcultura. É idealizador e curador do Festival Ultrasonidos, dedicado à música sul-americana, e apresenta o programa homônimo na Rádio UFRJ, consolidando uma trajetória dedicada à pesquisa, difusão e valorização da cultura musical brasileira e latino-americana.
Instagram: https://www.instagram.com/calbuque00
Leo Feijó
Leo Feijó é jornalista, empreendedor cultural e especialista em indústria da música, com uma trajetória dedicada à formação de profissionais, à gestão pública e ao desenvolvimento do mercado musical brasileiro. Mestre em Empreendedorismo Criativo, com ênfase em Indústria da Música, pela Goldsmiths, University of London, é diretor da Escola Música & Negócios, criada em parceria com o Instituto Gênesis da PUC-Rio, e atualmente coordena ações estratégicas na Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro. Foi subsecretário de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, criou espaços culturais como Teatro Odisseia, Cinemathèque e Casa da Matriz, produziu mais de dois mil espetáculos e eventos e é autor do livro "Diversidade na Indústria da Música no Brasil, além de coautor de Rio: Cultura da Noite".
Instagram: https://www.instagram.com/leofeijorio
Lucas Oliveira
Lucas Oliveira é músico, produtor musical, empresário e empreendedor cultural de Cuiabá (MT). Fundador do Grupo SUMAC, lidera iniciativas como SUMAC Records, Casa SUMAC e Baguncinha, o Festival, fortalecendo a cadeia produtiva da cultura no Centro-Oeste. Com MBA em Gerenciamento de Projetos pela Fundação Getulio Vargas (FGV), já impactou centenas de artistas por meio de eventos, produções, formações e projetos voltados ao desenvolvimento da cena musical independente.
Instagram: https://www.instagram.com/l.oliveira/
Nathalia Grilo
Nathalia Grilo aproxima arte contemporânea, música e pensamento negro em uma prática que articula pesquisa, curadoria e escrita. Curadora, pesquisadora, crítica musical, DJ e poeta, desenvolve investigações sobre sonoridade, imagem e espacialidade, com especial interesse pelas culturas populares, pelo experimentalismo e pelas tradições afro-diaspóricas. Sua trajetória reúne a curadoria de exposições, festivais de música instrumental, projetos interdisciplinares, cursos e programas públicos, priorizando processos de escuta, formação crítica e acompanhamento artístico.
Instagram: https://www.instagram.com/preta.velha
Renée Chalu
Renée Chalu é gestora cultural, curadora e produtora cultural, formada em Comunicação Social com especialização em Marketing de Eventos. É sócia-diretora da Se Rasgum Produções, plataforma cultural da Amazônia que, há mais de duas décadas, desenvolve festivais, conferências e programas dedicados à música, à economia criativa e à internacionalização da cultura amazônica. Também idealiza projetos como o Festival Se Rasgum, ALMA – Amazônia Legal Música & Arte, Festival Sonido, Se Rasgum Gira e o Circuito Mangueirosa de Carnaval, além de integrar redes de cooperação e comissões de seleção no Brasil e no exterior.
Instagram: https://www.instagram.com/reneechalu
Michelly Mury
Michelly Mury é curadora, diretora artística e gestora cultural, com uma trajetória marcada pela valorização da diversidade na cultura brasileira. Atualmente é Label Manager da Altafonte e curadora artística do Festival Feira Preta. Atuou na programação artística da Fundição Progresso e foi coordenadora artística da Casa Natura Musical, em São Paulo. Também integra a equipe de educadores do projeto Sementes – Caminhos para uma Produção Mais Diversa, iniciativa voltada à formação gratuita de artistas e produtores não brancos. Em 2024 foi eleita Profissional do Ano no WME Awards.
Instagram: https://www.instagram.com/michellymury
Chico Dub
Chico Dub é diretor artístico, curador e gestor cultural reconhecido por seu trabalho em festivais e projetos dedicados à experimentação sonora no Brasil e no exterior. É diretor e curador do Festival Novas Frequências, da plataforma Outra Música e dos concertos da Casa Museu Eva Klabin, além de integrar o conselho da Semana Internacional de Música de São Paulo. Eleito pelo British Council como um dos Futuros Líderes Globais, foi diretor artístico do Oi Futuro — atual Petrobras Futuros – Arte e Tecnologia — e desenvolveu curadorias para instituições e festivais como Bienal de São Paulo, Centro Cultural São Paulo, Sesc, CCBB, Farol Santander, OneBeat Residency, Rio Innovation Week, entre diversos projetos nacionais e internacionais voltados à música contemporânea e à experimentação artística.
Instagram: https://www.instagram.com/chicodub
Toda escolha também conta uma história e a de Brasilidades & Futuros foi construída por pessoas que fazem da arte, da cultura e da pesquisa parte da própria trajetória. Diferentes olhares, diferentes experiências e uma mesma responsabilidade: encontrar projetos que expressem a potência criativa do Brasil.
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