O Musehum lança o e-book “Dos Telefones às Gambiarras: abrindo as máquinas da comunicação e do progresso no Brasil do século XX”, publicação que integra o projeto Identidade Brasil (Recuperação e Preservação de Acervos), realizado pelo Instituto Futuros em parceria com a Inspirações Ilimitadas e com apoio da FINEP e do Governo Federal, por meio da Chamada Pública MCTI/FINEP/FNDCT (2024).
A publicação reúne reflexões sobre memória, tecnicidade, cultura material e história das telecomunicações no Brasil. Primeiro volume da coleção Musehum Acervos Vivos, o e-book apresenta um panorama da telefonia no país entre 1920 e 1990, construído a partir do acervo do Museu das Comunicações e Humanidades (Musehum), o maior acervo de comunicações da América Latina, que reúne fotografias, documentos e a revista Sino Azul, articulando diferentes perspectivas sobre progresso, desenvolvimento e as desigualdades no acesso à comunicação.
O e-book reúne dois artigos centrais: “Em obras para melhor atendê-los”, que aborda as promessas incompletas do progresso tendo o orelhão como símbolo dessa trajetória, e “Memórias da tecnicidade”, que reflete sobre o apagamento da materialidade no mundo digital e propõe o reparo como ferramenta crítica para compreender os impactos sociais da tecnologia.
Projeto traz objetivos alinhados ao plano museológico do Musehum
A Finep e o Instituto Futuros firmaram em 2025 um convênio para o projeto “Preservação e difusão da história e do futuro das tecnologias de comunicação no Brasil: do século XX à inteligência artificial”, que orienta ações do Musehum voltadas à pesquisa, preservação e difusão de seu acervo. O projeto prevê a ampliação da catalogação e digitalização das peças, a melhoria das condições de segurança da Reserva Técnica e o fortalecimento de linhas de pesquisa técnico-científicas a partir da releitura do acervo.
Entre as ações também estão a realização de seminário, publicações e materiais de difusão online, além da democratização do acesso ao museu por meio de iniciativas educativas e de uma nova exposição interativa de longa duração. Essas iniciativas estão alinhadas ao plano museológico do Musehum, lançado em 2024, que organiza sua atuação em eixos como letramento midiático, inteligência artificial, decolonização tecnológica e comunicação para a sustentabilidade, orientando o desenvolvimento estratégico do museu até 2027.