Multiplicidade: nova mostra traz floresta, festivais, favela, tecnologia e latinidade pro Futuros

 

A partir do dia 3 de novembro, o Festival Multiplicidade vai ocupar todos os espaços de Futuros – Arte e Tecnologia para comemorar seus 18 anos de existência. A celebração vai reunir outros três projetos e se desdobrar durante todo o mês em uma programação que inclui residências artísticas, experiências imersivas, instalações sonoras, exposições, debates,  workshops, shows e festas.

“Cada semana receberemos um festival com sua voz, com sua curadoria, com suas complexidades e singularidades, que vão se juntar às camadas que construímos em 18 anos de resistência”, conta Batman Zavareze, idealizador e curador do Multiplicidade.

A abertura, no dia 3, será com a Ocupação Festival Ultrasonidos. Em sua segunda edição, o festival de conexões latinas vai promover o encontro entre artistas do Brasil e dos países vizinhos, sempre em duplas. Entre os convidados, o grupo vocal Fèmina (Argentina), o tecladista afrofuturista Jonathan Ferr, a multi-instrumentista DJ Kaleema (Argentina) e a cantora Filipe Catto. Residências artísticas vão acontecer no Labsonica entre os dias 30/10 e 2/11 e os shows, resultantes dessas residências, vão ser realizados no dia 3, quando haverá também debates, exposição e outras atrações.

Com o tema É ontem!, Festival Multiplicidade vai comandar a ocupação de 08 a 12 de novembro, com uma seleção de conteúdos que conta sua trajetória de quase duas décadas que inclui mais de 900 artistas, 400 performances de 28 países, 15 apresentações no exterior, LPs e 11 livros distribuídos em bibliotecas. Obra principal do Multiplicidade no Futuros, a instalação sonora “Quer Ver, Escute” propõe um momento de escuta com o convite ao público para fechar os olhos e ouvir melhor.

O evento internacional NFT.Rio, dedicado à arte e à cultura do NFT, assume a programação entre os dias 15 e 19 com exposições, talk shows, performances, encontro de comunidades e workshops. Entre os destaques da exposição principal do NFT.Rio,  há a colaboração de algumas das maiores coleções de arte digital do mundo, como The Medici Collection, do misterioso Cozomo de Medici, cuja identidade já foi atribuída ao músico Snoop Dogg (com obras de Refik Anadol e Beeple), Vincent Van Dough (com Jake Fried e Omentejovem), ArtBlocks (a principal plataforma de projetos de arte generativa) e mais. O NFT.Rio vai exibir também o novíssimo trabalho “Winds of Yawanawa”, de Refik Anadol e o povo Yawanawa: uma representação visual abstrata da Amazônia, que usa dados da floresta, analisados em tempo real por sistemas de inteligência artificial, para criar imagens de partículas em movimento. Já a atriz e cantora Thalma de Freitas vai puxar um bate-papo com convidados sobre mercado da música e as possibilidades que se abrem com NFTs.

Por fim, 2050 + Studio Krya, parceria com os coletivos da favela do Santo Amaro, no Rio, vai acontecer entre os dias 22 e 26 , com diversas atividade das iniciativas pensadas e criadas para promover, de um lado, a favela como centro de tecnologia e inovação e, do outro, a ancestralidade como perspectiva de futuro. O evento inclui  palestra com o professor de língua e cultura yorubá da UFRJ Bàbá Ọ̀nà  e a experiência imersiva multimídia Metabaile, que integra os universos físico e digital com o DJ e dançarinos.

O Multiplicidade ficará em cartaz de 3 a 26 de novembro.

 

CONHEÇA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA:

  • 03 a 05/11 | Festival Ultrasonidos

 

  • 03/11 – 17h – 22h: Abertura do Festival Multiplicidade 18 anos | Ocupação Festival Ultrasonidos
    O Festival Ultrasonidos chega à segunda edição mantendo a busca de conexões entre a música brasileira e aquela produzida por seus vizinhos sul-americanos, tentando diminuir uma histórica lacuna entre as duas partes. O festival junta duplas musicais em residências artísticas e shows, e contará com a mesa redonda “Dá-me tu amor – Como anda o relacionamento musical do Brasil com seus vizinhos sul-americanos?” + Intervenções do percussionista argentino Agustin Rios.  Shows (Teatro Futuros): Fèmina (ARG) + Jonathan Ferr (BRA) e  Kaleema (ARG) + Filipe Catto (BRA)

 

  • 04/11 a 05/11 – 11h às 20h: Filmes, vídeos e instalação

 

  • 08 a 12/11 | É Ontem
    O Festival Multiplicidade além da uma seleção de materiais que refletem seus 18 anos de existência, o Multiplicidade traz como obra principal a instalação sonora “Quer Ver, Escute”, que pede uma pausa na visão para ouvirmos melhor. A obra estará na galeria 2, acoplada ao grandioso soundSystem do Digitaldubs, propondo um momento de escuta de nossa caminhada. É preciso fechar os olhos para ouvir melhor.

 

  • 10/11 – Abertura do portal do Kryaverso

 

  • 15 a 19/11 | NFT.Rio
    NFT.Rio é um evento internacional dedicado à arte e à cultura do NFT. Em sua segunda edição, vai exibir um panorama de quem está se destacando na cena global. Será lançada a série “Hip Hop & Fotografia & NFTs”, que reúne fotógrafos como o influente fotógrafo Brian Cross e Salemm. O fotógrafo Pedro Garcia lançará em NFT seu projeto “Carnavais Artificiais” (que reimagina cenas de carnavais impossíveis com uso de inteligência artificial). O artista/programador Carlos Vamoss fará uma performance de “live coding”, criando na frente do público, e com interferência dele, uma obra toda criada com códigos de programação.

 

  • 22 a 26/11 | 2050 + Studio KryaAlém da exposição fixa, a ocupação vai trazer a palestra “Encruzilhada tecnológica: robô não faz macumba”, com o professor de língua e cultura yorubá da UFRJ Bàbá Ọ̀nà e outros convidados. A partir do pensamento decolonial, vamos explorar como o pensamento ocidental molda nossa compreensão das tecnologias e como podemos descolonizar nosso letramento digital.

 

  • 25/11: MetabaileEncerrando todas as atividades do Multiplicidade 2023, canalizando as temáticas abordadas em uma imersão cultural, vai rolar o Metabaile, experiência multi-sensorial que integra, através da música, dimensões da realidade virtual e analógica, com o DJ Crazy Jeff, do Santo Amaro, e dançarinos.

 

Exposições fixa ao longo do período

NFT.Rio (Galeria 1)

A exposição internacional NFT.Rio, fixa de 8 a 26 de novembro, contará com a colaboração de algumas das maiores coleções de arte digital do mundo, como The Medici Collection, do misterioso Cozomo de Medici, cuja identidade já foi atribuída ao músico Snoop Dogg (com obras de Refik Anadol e Beeple), Vincent Van Dough (com Jake Fried e Omentejovem), ArtBlocks (a principal plataforma de projetos de arte generativa) e mais. O NFT.Rio vai exibir também o novíssimo trabalho “Winds of Yawanawa”, de Refik Anadol e o povo Yawanawa: uma representação visual abstrata da Amazônia, que usa dados da floresta, analisados em tempo real por sistemas de inteligência artificial, para criar imagens de partículas em movimento. De sua coleção própria, o NFT.Rio traz Marina Abramovic, Takashi Murakami, Yue Minjun e Sebastião Salgado, com a série “Amazônia”, que já foi tema de uma grande exposição do Museu do Amanhã.

 

Exposição 2050 + Studio Krya (Galeria 3)

Com a confluência necessária para percorrer os caminhos, a ocupação 2050 + Studio Krya visa encruzilhar as possibilidades entre tradição e tecnologia, favela e asfalto, origem e porvir. A exposição conta com obras digitais e físicas de Clickbycria, Gean Guilherme, Ottis, Rxbisco e Velez, artistas do morro do Santo Amaro, no Rio, e intervenções do Studio Krya – a obra interativa e inédita “Relíquia dos Relíquia”, experimento tecno-artístico que utiliza a IA para explorar as contradições e os limites entre as mídias digitais e os saberes ancestrais, a partir da provocação: “Se a Inteligência artificial é alimentada sempre à partir de dados previamente selecionados, o que acontece se a nutrição das máquinas não for mais euro-cristã-colonial?”. Nas intervenções, o mundo material sente as tensões do que precisa ser dito, vivido e sentido. Se a tecnologia não é neutra, que ela seja também nosso campo de experimentação como suspiro coletivo. Respiremos juntos novos tempos.

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